terça-feira, 16 de outubro de 2012

Poseidon (Netuno)



Deus dos Mares.Irmão de Zeus e de Hades. Geralmente era representado com uma longa barba e um tridente nas mãos.Foi um dos deuses mais representados na Grécia e na Itália.Normalmente ele mora no seu castelo submarino

Harpias


Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros, as Harpias traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação.
Na mitologia grega, as Harpias (do grego hárpyia, "arrebatadora") eram filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos.
Procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem sempre representadas nos túmulos, como se estivessem à espera do morto, sobretudo quando jovem, para arrebatá-lo.
Parcelas diabólicas das energias cósmicas representam a provocação dos vícios e das maldades, e só podem ser afugentadas pelo sopro do espírito.
A princípio duas - Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo) - passaram depois a três com Celeno (a obscura).
O mito principal das Harpias relaciona-se ao rei da Trácia, Fineu, sobre quem pesava a seguinte maldição: tudo que fosse colocado a sua frente, sobretudo iguarias, seria carregado pelas Harpias, que inutilizavam com seus excrementos o que não pudessem carregar.
Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo.
A partir de então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta
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Cíclope


Em grego Κύχλωψ (Kýklops) "Olho redondo", pois os ciclopes eram concebidos como seres monstruosos com um olho só no meio da fronte. Demônios das tempestades, os três mais antigos são chamados, pois isso mesmo, Brontes, o trovão, Estéropes, o relâmpago, e Arges, o raio
Os mitógrafos distinguem três espécies de Ciclopes: os Urânios,(filhos de Urano e Geia), os Sicilianos, companheiros de Polifemo, como aparece na Odisséia de Homero, e os Construtores.
Os ciclopes tinham um só olho no meio da fronte. Eram senhores do relâmpago, do raio e do trovão, semelhantes por sua violência súbita às erupções vulcânicas, símbolos da força brutal a serviço de Zeus.Tendo provocado a cólera de Apolo, deus da luz, da sabedoria, com a morte de Asclépio, foram eliminados pelo filho de Leto. Dois olhos correspondem para o homem a um estado normal, três a uma clarividência extraordinária, um só revela um estado primitivo e sumário de capacidade intelectual. O olho único no meio da fronte trai uma recessão da inteligência e a carência de certas dimensões. O demônio, na tradição cristã, é muitas vezes representado com um olho só, o que traduz o domínio das forças obscuras, instintivas e passionais, que, entregues a si mesmas e não assimiladas pelo espírito, exercem um papel destruidor no universo e no homem. O Ciclope da tradição grega é uma força primitiva, regressiva, de natureza vulcânica, que somente pode ser vencida por um deus solar, Apolo

Perseu


Perseu foi o herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos. Perseu era filho de Zeus, que sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Danae (Dânae), a filha mortal do rei de Argos.
Perseu e sua mãe foram banidos pelo avô, Acrísio, que temia a profecia de que seria assassinado pelo neto, atirando-os numa urna para que levasse os dois para bem longe.
Protegida por Zeus a embarcação chegou a ilha de Serifo, onde foi encontrada por um pescador,Díctis, irmão do rei de Serifo. Perseu e sua mãe viveram na casa de Díctis e sua esposa por anos, até que um dia, o rei, Polidectes, quando passava pela casa de seu irmão resolveu visitá-lo.
Ao ver Dânae, se apaixonou e quis se casar com ela. Perseu se tornou um grande homem, forte, ambicioso, corajoso, aventureiro e protetor da mãe. Polidectes, com medo da ambição de Perseu levá-lo a lhe tirar o trono, propôs um torneio no qual o vencedor seria quem trouxesse a cabeça da Medusa, e o instinto aventureiro de Perseu não o deixou recusar.
Ele, conhecendo a sua mãe disse que iria participar do torneio, mas não disse que iria enfrentar a Medusa, com receio dela impedí-lo. Foi vitorioso graças à ajuda de Atena, Hades e Hermes. Atena deu a ele um escudo tão bem polido, que podia se ver o reflexo ao olhar para ele, Hades lhe deu um capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas, dois objetos que foram definitivos para a vitória de Perseu.
Então Perseu, guiado pelo reflexo do escudo, mas sem olhar diretamente para a Medusa, derrotou-a cortando sua cabeça, que ofereceu à deusa Atena. Diz a lenda que, quando Medusa foi morta, o cavalo alado Pégaso e Crisaor surgiram de seu ventre.
Na volta para casa, matou um terrível monstro marinho e libertou a linda Andrômeda, com quem se casou. Conforme a profecia, Perseu acabou assassinando o avô durante uma competição esportiva, em que participava da prova de arremesso de discos. Fazendo um lançamento desastroso, acertou acidentalmente seu avô sem saber que ele estava ali. Assim cumpriu-se a profecia que Acrísio mais temia. Apesar disso Perseu se recusou a governar Argos (trocando de reinos com Megapente filho de Preto) e governou Tirinto e Micenas (cidade que fundou), estabelecendo uma família cujos descendentes incluíam Hércules.


Cronos (Saturno)


Cronos (em grego Κρόνος) (por vezes confundido com Chronos, Χρόνος), era a Divindade suprema da segunda geração de deuses da mitologia grega, correspondente ao deus romano Saturno. A etimologia do seu nome é obscura. Poderá estar relacionada com "cornos", sugerindo uma possível ligação com o antigo demónio indiano Kroni ou com a divindade levantina El.
Filho de Urano, o Céu estrelado, e Gaia, a Terra, é o mais jovem dos Titãs. A pedido de sua mãe se tornou senhor do céu castrando o pai com um golpe de foice.
A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro".
Cronos casou com a sua irmã Réia, que lhe deu seis filhos (os Crónidas): três mulheres, Héstia, Deméter e Hera e três rapazes, Hades, Poseidon e Zeus.
Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca.
Quando Zeus cresceu, resolveu vingar-se de seu pai, solicitando para esse efeito o apoio de Métis - a Prudência - filha do Titã Oceano. Esta ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que tinha devorado.
Então Zeus tornou senhor do céu e divindade suprema da terceira geração de deuses da Mitologia Grega ao banir os tios Titãs para o Tártaro e afastou o pai do trono, e segundo as palavras de Homero prendeu-o com correntes no mundo subterrâneo, onde foi encontrado, após dez anos de luta encarniçada, pelos seus irmãos, os Titãs, que tinham pensado poder reconquistar o poder de Zeus e dos deuses do Olímpo.

Medusa


Três filhas monstruosas do deus do mar Fórces e sua esposa, Ceto. As Górgonas eram horríveis, com a forma de dragão, cobertas com escamas douradas e cobras ao invés de cabelos. Tinham asas enormes e faces horrendas; suas línguas estavam sempre pendentes para fora, e tinham dentes grandes como presas. Viviam escondidas na extremidade ocidental do oceano, perto do jardim das Hespérides, pois as pessoas que olhassem para elas se transformavam em pedra. Duas das Górgonas, Steno ( a violenta) e Euríala (a errante ) eram imortais; Medusa ( a dominadora ) era a única que podia ser morta. Perseu, um rapaz nobre, mas tolo, ofereceu-se para matar a Medusa e trazer sua cabeça como prova. Com a ajuda de Hermes e Atena, Perseu mostrou-lhe um espelho. Ao ver sua própria imagem, Medusa transformou-se em pedra. Perseu cortou sua cabeça e, de seu sangue surgiu Pégaso, o cavalo alado, filho de Medusa com o deus Posêidon.
A Górgona (em grego: Γοργών ou Γοργώ, trans. Gorgón ou Gorgó) é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino, e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. A górgona também vestia um cinto de serpes entrelaçadentas.

Deméter


Na Grécia antiga, a deusa Deméter e sua filha, Perséfone, eram cultuadas nos mistérios de Elêusis, rituais secretos em que se agradeciam a fecundidade da terra e as colheitas.
Deméter, deusa grega da agricultura, era filha de Crono e Réia, irmã de Zeus, Hades, Poseidon, Héstia e Hera, e mãe de Perséfone, que a ajudava nos cuidados da terra, e de Pluto, deus da riqueza. Perséfone foi raptada por Hades, que a levou para os Infernos e a esposou. Desesperada com o desaparecimento da filha, Deméter saiu a sua procura e, durante a viagem, passou pela cidade de Elêusis, onde foi hospitaleiramente recebida. Em agradecimento, revelou aos habitantes seus ritos secretos.
A terra abandonada, entretanto, tornava-se estéril e os alimentos começavam a escassear. Preocupado com a difícil situação dos mortais, Zeus convenceu Hades a permitir que Perséfone passasse o outono e o inverno nos Infernos e regressasse para junto da mãe na primavera. Assim, Deméter simbolizou a terra cultivável, produtora da semente -- Perséfone -- que há de fecundá-la periodicamente.
Em Elêusis celebravam-se os mistérios, ou ritos secretos, em que Deméter figurava como deusa da fertilidade e Perséfone como encarnação do ciclo das estações. Na mitologia romana, Deméter foi identificada com Ceres.